{"id":24373,"date":"2014-11-02T14:57:24","date_gmt":"2014-11-02T17:57:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dbike.org\/instituto\/?p=24373"},"modified":"2015-09-16T09:48:37","modified_gmt":"2015-09-16T12:48:37","slug":"bicicletas-notoriedade-e-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dbike.org.br\/?p=24373","title":{"rendered":"Bicicletas: Notoriedade e Infraestrutura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Recentemente, fomos perguntados sobre a notoriedade na m\u00eddia que as ciclovias e ciclofaixas t\u00eam dado \u00e0 bicicleta e sobre as dificuldades para implanta\u00e7\u00e3o da infraestrutura ciclovi\u00e1ria no pa\u00eds. Contrariamente ao enunciado, foi a bicicleta quem colocou as ciclovias e ciclofaixas no topo das pautas, pois as antecede em exist\u00eancia e import\u00e2ncia como meio de transporte individual, universalmente utilizado em menor ou maior frequ\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A origem da quest\u00e3o est\u00e1 na exaust\u00e3o do modelo baseado no transporte automotivo individual, que saturou as ruas e estradas no mundo todo e vem tornando extremamente sacrificante o deslocamento urbano, tanto para os pr\u00f3prios motoristas quanto para os usu\u00e1rios de outros modos de transporte, incluindo o pedonal (\u00e0 p\u00e9).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/dbike.org\/instituto\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ciclocidades.jpg\" rel=\"wp-video-lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"__wp-temp-img-id\" class=\"img-flutuando alignleft\" src=\"https:\/\/dbike.org\/instituto\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ciclocidades.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" \/><\/a>Tendo como base a infraestrutura para suportar o crescente e descontrolado uso de autom\u00f3veis, as cidades priorizaram seus espa\u00e7os urbanos de forma que ve\u00edculos individuais sustent\u00e1veis n\u00e3o encontrassem vias apropriadas para tr\u00e2nsito, seja por sobrecarga e fluxo, por risco de acidentes ou mesmo dificulta\u00e7\u00e3o ao destino. Com o colapso das vias, as administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas buscam urgentemente estabelecer novos ou replanejar os planos de mobilidade urbana, exig\u00eancia federal de acordo com a Lei n\u00ba 12.587\/2012, adotando antecipadamente o incentivo ao uso da bicicleta e intermodalidade entre meios de deslocamento por serem essas as provid\u00eancias mais simples para implanta\u00e7\u00e3o a curto prazo e de menor custo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Baixo custo e simplicidade para implanta\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam necessariamente facilidade: fatores culturais e sociais, al\u00e9m das naturais equa\u00e7\u00f5es que a engenharia de tr\u00e2nsito precisa resolver, via de regra s\u00e3o obst\u00e1culos por vezes dolorosos a serem ultrapassados. Na cidade de S\u00e3o Paulo isto ficou claramente demonstrado atrav\u00e9s das rea\u00e7\u00f5es irracionais de segmentos conservadores e elitizados da sociedade, que visam a manuten\u00e7\u00e3o exclusiva dos seus interesses pessoais acima dos coletivos. Sob mesma \u00f3tica, diversos munic\u00edpios brasileiros enfrentam situa\u00e7\u00f5es similares. Tais cidad\u00e3os convenientemente ignoram a tend\u00eancia mundial pela busca por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida nas cidades, fator intimamente ligado \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o da mobilidade ao meio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Cidades que perceberam a import\u00e2ncia do planejamento da mobilidade urbana a longo prazo para a manuten\u00e7\u00e3o do bem-estar dos seus cidad\u00e3os tomaram a dianteira no processo de democratiza\u00e7\u00e3o das vias. Algumas, como Amsterdam e Copenhagen, trazem de d\u00e9cadas experi\u00eancias bem sucedidas, seguidas recentemente por Londres, Paris, Berlin, Bogot\u00e1, Nova Iorque, entre as maiores, e centenas de outras espalhadas pelo mundo, sendo tend\u00eancia irrefre\u00e1vel e irrevers\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/dbike.org\/biblioteca\/download\/2014-ciclovias-em-sp-cet\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"__wp-temp-img-id\" class=\"img-flutuando alignleft\" src=\"https:\/\/dbike.org\/instituto\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/sp400cart.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" \/><\/a>No Brasil, como experimentado pelas demais cidades internacionais, o fator mais importante para o desenvolvimento dessa infraestrutura \u00e9 a vontade\/coragem pol\u00edtica, visto que confrontar\u00e1 aqueles interesses ego\u00edstas citados, mas uma vez implementado demonstra-se como \u00f3tima solu\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios aspectos, dos sociais e ambientais aos econ\u00f4micos. J\u00e1 h\u00e1 estat\u00edsticas consolidadas sobre as vantagens para o com\u00e9rcio, qualidade de vida e funcionamento da cidade \u2013 exemplos not\u00f3rios s\u00e3o os de Nova Iorque, onde os n\u00fameros positivos al\u00e9m das expectativas calaram os inicialmente agressivos contrariadores. Aqui se dar\u00e1 o mesmo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sorocaba, Curitiba, Rio de Janeiro e, festejadamente S\u00e3o Paulo, entre outras v\u00e1rias com menor notoriedade, s\u00e3o cidades onde as pol\u00edticas para prioriza\u00e7\u00e3o dos meios sustent\u00e1veis de transporte \u2013 coletivos, bicicletas, \u00e0 p\u00e9 \u2013 est\u00e3o sendo implementadas com velocidade acelerada. Por exig\u00eancia federal, todas as cidades com mais de vinte mil habitantes necessitar\u00e3o apresentar at\u00e9 mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano \u00e0 Secretaria da Mobilidade Urbana, do Minist\u00e9rio das Cidades, planos municipais de mobilidade urbana que atribuam destaque para a intermodalidade e mobilidade sustent\u00e1vel. Cidades com menor popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m devem apresentar seus planos de mobilidade priorizando de forma mais intensiva a mobilidade \u00e0 p\u00e9 e por bicicletas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Portanto, presenciaremos daqui para diante uma grande expans\u00e3o neste campo e a cada dia mais not\u00edcias animadoras, at\u00e9 que as atitudes hoje corajosas se tornem praxe entre gestores p\u00fablicos respons\u00e1veis e comprometidos com desenvolvimento racional de seus munic\u00edpios e o bem estar dos cidad\u00e3os. \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, fomos perguntados sobre a notoriedade na m\u00eddia que as ciclovias e ciclofaixas t\u00eam dado \u00e0 bicicleta e sobre as dificuldades para implanta\u00e7\u00e3o da infraestrutura ciclovi\u00e1ria no pa\u00eds. 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